terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Amor ao café.




Tenho milhões de notas mentais, mas antes que eu esqueça, uma preciso escrever em algum lugar: PRECISO DEIXAR DE TOMAR CAFÉ. Pensem comigo: passei a vida tomando café. Café me deixa alegre, calma, triste, com sono, sem sono e me faz escrever bem. Quando chove, tomo café. Quando estou cansada, tomo café. Quando estou com fome, tomo café. Quando estou sem fome, tomo café. Quando estou irritada, tomo café. Quando estou quase dormindo, tomo café. Quando quero dormir rapidamente, tomo café. Como diabos vou conseguir abrir mão do café agora? Tenho duas opções: aguentar as consequências do café para o meu corpo ou mudar de vida e parar de tomar café. Até parece droga. A repetição da palavra café é proposital.
CAFÉ. CAFÉ. CAFÉ. CAFÉ.
Pensando por esse lado, é assim que nos sentimos em relação ao amor, não é?
Você ama demasiadamente uma pessoa, mas a relação já está desgastada. Parece que o certo é acabar com tudo e cada um ir para o seu canto, mas não é tão simples assim. 
Tem dias que você não quer nem papo, mas se ela não mandar mensagem ou ligar, ao menos para te irritar, já é o suficiente para você se sentir desamado e esquecido. Tem horas que é impossível uma conversa, mas você teima em querer falar com o bendito. Isso não é nem dependência, sabe? É que você tem medo que se deixar pra lá, tudo vai acabar e escapar de você. Afinal, se você está alegre, é por essa pessoa. Se você está triste, é por essa pessoa. Se você está com raiva, é por causa dessa pessoa. Se você está com saudade, é dessa pessoa. Se você está carente, quer essa pessoa. As pessoas são formas de vícios, também.
Para mim, o café é uma pessoa e por mais que me faça mal, não abro mão. Nosso relacionamento ainda vai longe. 



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