terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Permita-se






Todo esse tempo. Todos esses dias. Voltei a recolher minhas coisinhas. Voltei a misturar palavras. Voltei a me embriagar com meus sentimentos, pensamentos, desejos. A vida ta aqui. Pra que perder tanto tempo com o que não vale a pena? Já perdi muito e o tempo continuou passando. Não tenho mais tempo pra dar. Hoje, não mais! 
Todos temos dias contados e aprendi que não vou passar e viver meus dias em vão. Pra mim, no alto das minhas loucuras e do meu silencio, o que ta valendo são os sorrisos, os abraços, os brindes, os amigos. Faço amigos porque preciso compartilhar gargalhadas, piadas, toda essa energia que grita, que quer sair. Enquanto eu puder sorrir e por um sorriso no rosto de alguém, meu tempo, minha vida e tudo isso não estará sendo em vão!
A vida é esse show contínuo onde é preciso ter coragem pra se expor. Quem não se expõe, se lamenta. Sonhar é preciso. Sem sonhar, não da!


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Chuva, café e poesia.


Chove lá fora. A música toca baixinho e o silêncio dentro de mim parece querer cutucar algumas feridas. Não gosto de ser tão provocada assim. Tenho vontade de jogar a minha consciência fora e ser livre de forma banal.O café está quase pronto, deixei um livro de poesias sobre a mesa. Estou preparando o meu terreno sagrado de serenidade. Gosto de ficar só nesses momentos.
Gosto dessa imagem cinzenta que tem o dia chuvoso. Gosto porque os pensamentos ficam mais livres, mais lentos e podemos sentir saudades sem chorar.Podemos ser nós mesmos, tomar um banho de chuva e ser um pouco feliz.
O café está pronto,finalmente. Vou colocá-lo em uma xícara qualquer, para que ele não se sinta muito importante e não perca a humildade. Perder a humildade é quase suicídio. A verdade é que sou dependente de café. Esse é o meu vício e droga assumida. Acredito que não vou ser internada por isso.
A varanda me espera, a música vai acabando, a chuva está diminuindo. Pegarei o livro de poesias com palavras e sentimentos tão sinceramente colocados e sairei um pouco desse mundo que não me pertence e a qual não pertenço. Vai entender. Se sou um quase nada, um quase espaço, um quase segundo, talvez não pertença a nenhum lugar e muito menos a um mundo. Sou um quase tudo.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Carência



A gente se anestesia de falsa alegria. De alguma esperança.
Procuramos no outro um pouco de compaixão. De carinho.
Até parece que às vezes somos órfãos de tudo. De mãe.
Sonhamos. Acordamos. Choramos e queremos sempre mais.
Escrevo de forma aleatória e ignorante.
Espero encontrar a cura da minha carência um dia.
Enquanto isso vem o tédio. A preguiça. A saudade.
Saudade é um pouco amarga e cinza. Saudade nos vira pelo avesso.
Saudade é como um dia de chuva e um pouco de café. Tem lá a sua beleza.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Sobre viver.

A vida acontece. A gente acontece, como se tudo isso fosse um acidente perfeito.  Você se depara com tantas situações e nem percebe o quanto é importante nessa montanha russa que é viver. Às vezes nem se da conta do que está fazendo no mundo,  até que alguém chega e fala que você é importante,  que você foi essencial para essa pessoa e agradece por você existir e fazer parte da sua vida. Então,  seu ego se envaidece, mas você fica tão surpreso, que não consegue nem sorrir direito. Passa alguns segundos completamente distraído e percebe que viver pode ser isso: atingir ao menos uma pessoa, provocar ao menos um sorriso.  A gente corre, quer tantas coisas, quer o mundo, como uma tentativa desesperada de não viver em vão,  de não ser esquecido.  Na verdade, se você for lembrado por uma só pessoa, viver já vai ter valido a pena.