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Mostrando postagens de Abril, 2014

Entre os extremos, vivemos.

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Martha Medeiros, em uma de suas crônicas, diz: “Vida é o que existe entre o nascimento e a morte.  O que acontece no meio é o que importa” Mas o que importa, afinal? Estamos em um tempo, em uma sociedade em que as prioridades estão cada vez menos coletivas e que para entrarmos em um acordo, parece que é necessário uma quantidade mínima de likes ou compartilhamentos. Nada contra, afinal, vou compartilhar essa crônica mais tarde e torcer para alguém concordar comigo. Esse existir nos mostra o quanto um sorriso, um abraço, uma conversa jogada fora é importante e também mostra que certas coisas grandiosas nem são tão grandes assim. Entre os extremos, você percebe que a fase da infância é uma das melhores e lembra que quando pequeno só queria logo completar dezoito anos e agora, com dezenove, vinte, ou até mais, você chega em casa, provavelmente cansado, toma um banho, se joga na cama e fica desejando aquela vida de volta, onde a decisão mais difícil era escolher entre qual sabor de sorvete…

Feliz dia da mentira(midira)!

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Veja bem, para quem é acostumado a mentir, primeiro de Abril é apenas uma data onde contar aquela mentira é tão natural como um "bom dia", questão de educação, obrigatoriedade social. Para quem não é, parece ser a chance ideal de se colocar em uma posição contrária e beber do que não é permitido nos demais dias do ano. Não existe uma pessoa que fale a verdade sempre e nem uma pessoa que consiga mentir toda hora. Desde pequenos somos condicionados a contar mentiras, desde as menores, mais esdrúxulas, até aquelas que até nós mesmo acreditamos ser verdade. É um "Não fui eu, mãe", quando a sua mão está toda suja, com a mesma cor do pincel que "acidentalmente" riscou as paredes da casa, até um "Não vim trabalhar porque acordei passando mal" "O ônibus pregou" "Meu sobrinho precisou que alguém ficasse com ele", quando na verdade você acordou apenas com preguiça, nem se deu o trabalho de sair de casa e nem sobrinho tem. Mentir é tão es…