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Das vantagens do não-ser

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Por que gostamos tanto de novelas, filmes, e mais dificilmente, teatro? Alguns dirão que é por causa da criatividade do roteiro, da fotografia bem trabalhada, mas quase todos afirmam que a beleza está na desenvoltura e talento de quem interpreta o personagem. Ora, pra quem gosta e acompanha, assistir a um ator ou atriz em seu mais novo trabalho é uma oportunidade de vê-lo se reinventar e, também, de ver o quanto o não-ser está presente entre nós e nem notamos. Angelina Jolie, além de todos os atributos que um bom ser humano pode e deve ter, ao menos visto de longe, parece ter a relação entre o ser e o não-ser de forma tão simbiótica, que às vezes não sei separar o ser e não-ser presente nela. Entro na trama, através dos olhos, muito bem utilizados, da forma de expressão, da vivacidade que existe no momento em que precisa nos convencer de que não é a Jolie ali, mas a Gia, a Lisa, a Sr. Smith. É como se ela realmente fizesse uma suspensão de consciência, uma suspensão dela mesma naquele…