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Mostrando postagens de Fevereiro, 2015

Inerências de fragmentos da existência de um ser e a construção do amor.

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Parar o tempo. A sensação de congelar a ação e todo o processo de movimentação ao redor. Parar e transitar entre os espaços vagos. Parar e poder observar olhares vagos. Os olhos ficam mais pesados, quase fechados, o corpo parece flutuar, levitar. As coisas acontecem como uma espécie de cena em câmera lenta. Ocorre um mergulho intenso até o interior genuíno, onde nada é tão essencial que a sua própria verdade, seja ela qual for. A verdade sobre uma dor, um amor, qualquer coisa.Você entra com as falas, o roteiro, o desenrolar de qualquer coisa. De si mesmo. E por costumar nos fazer esquecer razões que regem a dinâmica da vida é perigoso mas fundamental.Tanto o amor por si, quanto o amor pelo o outro. Ama-se o outro. O outro é o objeto perfeito de idealização, projeção. Tudo que queríamos em nós e projetamos no ser que pensamos amar. Eis o ponto. A dor e o sofrimento de perder alguém, seja da forma mais extrema ou nao, é tão natural e tão comum a todos, mas a forma que nos deixamos levar …

A questão do tempo

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O tempo é e ao mesmo tempo parece não ser. Escuto com tanta freqüência "dê tempo ao tempo", "o tempo é o melhor remédio". De fato, ainda parece ser, mas não necessariamente o tempo que carregamos, fadados a horas, minutos e segundos.
O tempo aí falado está mais ligado as nossas vivências, prioridades e fluxo de pensamento. Com o passar das coisas, uma situação fica em primeiro plano, enquanto outra não,e temos a impressão de que o tempo (espaço de tempo) nos proporcionou isso. Tudo bem! Mas como explicar, quando anos depois, uma pessoa, uma lembrança é trazida à tona e tudo que esteve em torno dela, também? E você parece se sentir da mesma forma, com toda a intensidade, até que aos poucos, começa a ligar as coisas, sua evolução, talvez, e percebe que nem é tão incômodo assim, nem bagunça tanto, mas está presente. O que é o tempo? Quanto tempo é necessário para suprir algo, superar algo? Dias, meses, anos, milênios? Ou será que basta uma suspensão de consciência so…