quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A questão do tempo




O tempo é e ao mesmo tempo parece não ser. Escuto com tanta freqüência "dê tempo ao tempo", "o tempo é o melhor remédio". De fato, ainda parece ser, mas não necessariamente o tempo que carregamos, fadados a horas, minutos e segundos.
O tempo aí falado está mais ligado as nossas vivências, prioridades e fluxo de pensamento. Com o passar das coisas, uma situação fica em primeiro plano, enquanto outra não,e temos a impressão de que o tempo (espaço de tempo) nos proporcionou isso. Tudo bem! Mas como explicar, quando anos depois, uma pessoa, uma lembrança é trazida à tona e tudo que esteve em torno dela, também? E você parece se sentir da mesma forma, com toda a intensidade, até que aos poucos, começa a ligar as coisas, sua evolução, talvez, e percebe que nem é tão incômodo assim, nem bagunça tanto, mas está presente. O que é o tempo? Quanto tempo é necessário para suprir algo, superar algo? Dias, meses, anos, milênios? Ou será que basta uma suspensão de consciência sobre aquele assunto? Será que enfrentando-o, questionando-o e fechando o ciclo em torno dele a gente consegue suprir e simplesmente continuar?

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