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Ser ou existir, eis a raiz da questão.

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Paz sem tédio. A chuva parece enriquecer o vazio existente por pura vaidade humana. Cai forte, agressiva, esmurra a janela, parece querer entrar. Olho para os cantos. Essas paredes neutras, meu olhar passa por elas e procura a essência, como uma criança procura a mãe, ao se sentir perdida. Respirar, graças a deus ou a qualquer coisa, não é um ato voluntario. Imagina que ironia seria morrer por ter esquecido de respirar. Na certa, esqueceria dessas coisas básicas, porque apesar de eu amar o simples, tenho a mania incontrolável de querer ser a metafísica de mim, quem dirá das coisas do mundo. Ser é tão necessário e essencial como respirar, entretanto, por poder ser algo relativamente voluntário, muita gente deixa de ser e apenas existe, como se ser fosse apenas seguir e cumprir regras de um jogo que nem conhece. Com a pressa e o egoísmo correndo solto, não conseguimos perceber os detalhes do cotidiano. Não percebemos quando uma casa é pintada, uma lâmpada é trocada ou simplesmente quando…