quarta-feira, 9 de julho de 2014

Crônica do amor e desamor.




“E quando acaba a gente pensa, ele nunca existiu”. Cazuza,  como sempre, objetivo, traiçoeiro e coberto de razão. Claro que falava sobre amor. Assunto tão batido, tão tema de novela, mas que ainda assim nos prende, incomoda, parece pedir esmola.
O amor é uma das maiores necessidades do homem, inclusive maior que fé, já que até quem diz não ter fé, tem necessidade de amar e amado ser. Então, você chega a um ponto da vida que encontra o grande amor, se entrega e vive intensamente aquele “para sempre”, até que as coisas começam a não dar tão certo e você começa a refletir e concordar com o trecho de outra música, que nos aperta o peito e nos põe na parede ao dizer que “o pra sempre, sempre acaba”.
Certo.  Acabou. Você sofre, não aguenta mais ouvir determinadas músicas, nem filmes, vive uma amargura que parece não ter fim. Chora sozinho, chora pros amigos, nas redes sociais, pros desconhecidos. Vive o luto e promete nunca mais amar.
Então, quando você está desarrumado por aí ou simplesmente aberto a fazer novas amizades, porque é o afeto que convém, aparece alguém que vale uma noite de insônia, que tira um sorriso sem esforço, da um abraço com gosto e de repente, num frenesi de intensidade, descoberta e paz, você já quebrou todas as promessas de não “gostar”, sem razão, sem explicação e não dói mais o sofrimento anterior, não parece ter existido com tanta força um desgosto e um sofrimento infinitivo, que não deixava você nem assistir a um comercial de perfume, sem ter vontade de chorar.
Adivinha, a gente ama e re-ama todos os dias, por mais que você se mantenha firme e determinado, uma hora isso vai chegar e não adianta o desespero, a ansiedade de saber que vai se apegar de novo, esse amor acontece como um vírus, sem vacina, sem remédio e sem contraindicação. Agora, nessa nova etapa e nessa nova aventura, você só olha pra frente e quando enxerga lá atrás, parece ter certeza de que o que deixou não faz falta.
Agora é outra pessoa, outras coisas, outras distrações e mais uma vez, em uma mesma música, Cazuza nos presenteia com o desfecho perfeito, para se pensar em uma quarta-feira, com cara de segunda, “O nosso amor a gente inventa, pra se distrair”

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Ser ou existir, eis a raiz da questão.







Paz sem tédio. A chuva parece enriquecer o vazio existente por pura vaidade humana. Cai forte, agressiva, esmurra a janela, parece querer entrar. Olho para os cantos. Essas paredes neutras, meu olhar passa por elas e procura a essência, como uma criança procura a mãe, ao se sentir perdida. Respirar, graças a deus ou a qualquer coisa, não é um ato voluntario. Imagina que ironia seria morrer por ter esquecido de respirar. Na certa, esqueceria dessas coisas básicas, porque apesar de eu amar o simples, tenho a mania incontrolável de querer ser a metafísica de mim, quem dirá das coisas do mundo.
Ser é tão necessário e essencial como respirar, entretanto, por poder ser algo relativamente voluntário, muita gente deixa de ser e apenas existe, como se ser fosse apenas seguir e cumprir regras de um jogo que nem conhece.
Com a pressa e o egoísmo correndo solto, não conseguimos perceber os detalhes do cotidiano. Não percebemos quando uma casa é pintada, uma lâmpada é trocada ou simplesmente quando nossos filhos ou cachorros crescem. Depois, em um dia vazio, quando conseguimos fixar nosso olhar em alguma coisa, nos damos conta e sentimos a ausência de lembranças, a angústia de estar perdendo tanta coisa e ainda assim não fazer nada. Eis o tempo que vivemos! Eis o tempo que agrega a matéria, nossas células e vai gastando nossas moedas.
Não ser notado tem suas vantagens, sabemos. Para quem é carente, é como ser acertado por um tiro disparado no escuro. Sempre querendo ser notado, abraçado e não nota o sorriso acanhado de quem está ao seu lado. Não nota o olhar velado de tanta coisa que precisa ser desmistificada.
Tive um insight,uma epifania recorrente que me fez entender que o corpo ocupa lugar no espaço, e que tem gente que se limita a isso. Foi dado um corpo a uma pessoa, um rosto e a alienaram do resto do ser que a constrói. De repente, vários corpos no mesmo lugar. Várias mãos entrelaçadas umas as outras. Vários braços se enroscando aos outros para formar uma corrente de misericórdia pela beleza e inebriante sensação que é ter que ser e viver.
 Escuro. Chuva. Eu. Minha máquina. O barulho dos meus dedos descarregando toda minha essência nas teclas de um instrumento quase extinto, mas que para mim, pulsa e grita vida. Grita tudo. Eu, esse clichê e minhas pontuações. Não me controlo. Eu só sei. Eu só sei ser, porque apenas existir é tão pouco pra mim. Logo eu que quero, sempre quero, não me contento, não me contenho.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Entre os extremos, vivemos.



Martha Medeiros, em uma de suas crônicas, diz: “Vida é o que existe entre o nascimento e a morte.  O que acontece no meio é o que importa” Mas o que importa, afinal? Estamos em um tempo, em uma sociedade em que as prioridades estão cada vez menos coletivas e que para entrarmos em um acordo, parece que é necessário uma quantidade mínima de likes ou compartilhamentos. Nada contra, afinal, vou compartilhar essa crônica mais tarde e torcer para alguém concordar comigo.
Esse existir nos mostra o quanto um sorriso, um abraço, uma conversa jogada fora é importante e também mostra que certas coisas grandiosas nem são tão grandes assim. Entre os extremos, você percebe que a fase da infância é uma das melhores e lembra que quando pequeno só queria logo completar dezoito anos e agora, com dezenove, vinte, ou até mais, você chega em casa, provavelmente cansado, toma um banho, se joga na cama e fica desejando aquela vida de volta, onde a decisão mais difícil era escolher entre qual sabor de sorvete gostaria de tomar.
Nesse meio tempo, você percebe que não da pra carregar todo o peso do mundo nos ombros e que em alguns momentos, é preciso arrumar a cabeça, o coração, da mesma forma que é preciso tomar coragem para arrumar o quarto e fazer uma boa faxina, jogar fora o que já não vale o seu sono e nem sua saúde e dar espaço para coisas novas, sejam elas boas ou não.
Você toma consciência de que sofre mais por antecipação e por imaginar situações do que pelos acontecimentos reais e que não é só você que anda ansioso, o mundo anda em um ataque de nervos constante, mas que entre uma crise e outra, pode mostrar as maiores belezas possíveis e esses momentos devem ser aproveitados cada vez mais, até que tudo isso vire uma rotina, onde ser feliz se torne tão natural quanto respirar, sem necessidade de procura, apenas algo tão espontâneo como a reação de uma criança ao conhecer algo novo.
Você percebe que não da pra ser tudo do seu jeito, mas que da pra viver tranquilamente com as diferenças. Percebe que cada um tem um jeito de olhar a vida, e que mesmo que seja difícil de entender, é preciso respeitar.  Aprende que a dor do outro nunca pode ser comparada à sua. Aprende que para crescer é preciso ter paciência e é necessário levar uns tombos, também.
Nesse meio tempo, você aprende que o amor não é o que está escrito nos livros, mas que também  não  é um bicho de sete cabeças. Você simplesmente para em um domingo de preguiça, senta, relembra tudo e percebe: Viver é isso. Viver é ser, independente de como for, errado, certo, rápido, devagar. O corpo tem um prazo de validade, mas o ser, a alma, as coisas que fazemos e deixamos, não.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Feliz dia da mentira(midira)!



Veja bem, para quem é acostumado a mentir, primeiro de Abril é apenas uma data onde contar aquela mentira é tão natural como um "bom dia", questão de educação, obrigatoriedade social. Para quem não é, parece ser a chance ideal de se colocar em uma posição contrária e beber do que não é permitido nos demais dias do ano.
Não existe uma pessoa que fale a verdade sempre e nem uma pessoa que consiga mentir toda hora. Desde pequenos somos condicionados a contar mentiras, desde as menores, mais esdrúxulas, até aquelas que até nós mesmo acreditamos ser verdade. É um "Não fui eu, mãe", quando a sua mão está toda suja, com a mesma cor do pincel que "acidentalmente" riscou as paredes da casa, até um "Não vim trabalhar porque acordei passando mal" "O ônibus pregou" "Meu sobrinho precisou que alguém ficasse com ele", quando na verdade você acordou apenas com preguiça, nem se deu o trabalho de sair de casa e nem sobrinho tem.
Mentir é tão essencial como qualquer outra coisa que possa nos manter. Quem nunca contou uma mentirinha para ganhar alguma coisa? Quem nunca deu aquela desculpa completamente esfarrapada, que o outro supostamente acreditou e todo mundo deixou assim e fingiu ser verdade? A mentira faz parte de nós, mesmo antes de chegarmos à vida. Qual o pai que nunca prometeu a um filho alguma coisa, caso ele se comportasse? Qual o filho que nunca prometeu que iria se comportar sempre, caso ganhasse alguma coisa e mais, que nunca mais ia pedir alguma coisa?
Não contar a verdade, dar uma direção e interpretação diferente a fatos e situações parece ser tão conveniente, mas ninguém gosta de ser pego fazendo e ninguém gosta de saber que foi colocado pra trás. É, meu amigo, uma hora você está por cima, se achando o esperto, por ter se livrado de alguma situação com a desculpa perfeita e no outro, fica com aquela cara de caneca e se perguntando como conseguiu ser tão ingênuo, a ponto de acreditar em uma coisa, que até criança duvida.

Quem nunca contou aquela mentira, que atire a primeira pedra. Deus! Ainda bem que todo mundo aqui é mentiroso e posso voltar livre, inteira e com as minhas mentiras clichês para casa!

domingo, 30 de março de 2014

Enxergar-se no mundo



Todas essas fragmentadas informações que batem, voltam e penetram nas retinas dos meus olhos, formando imagens poéticas que, de repente, passam de forma ignorada, porque em meio a tanto caos e pressa, ninguém presta atenção. Eis que nesse momento, meu irmão, meu amigo, sou como um ex cego, que enxerga o mundo pela primeira vez. 
As tonalidades penetram pelos olhos e as projeções são espremidas pelos poros. Sinto vontade de chorar, mas controlo a emoção do novo para apenas utilizar minha incrível possibilidade de ver para admirar mais um pouco. Essa inebriante visão do mundo é como uma boa música sendo tocada bem baixinha, suave, tentando dançar no inconsciente, no seu ponto de partida, no que realmente é você no mundo. Essência.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Quase sem querer





O amor, a paixão, essa sintonia que tanto almejamos vem quando a gente menos espera. Teima em surgir quando você não está usando a sua melhor roupa ou quando não está no seu melhor estado. Você não espera o amor como espera um ônibus, ou a sua vez em uma fila qualquer. Ele simplesmente tropeça ou esbarra em você. Essa mistura simbiótica de sentimentos que parece ser um vício de carência para o ser humano pode ser resumido a momentos, minutos, segundos intensos de quando você conta uma piada, troca olhares, senta em uma sarjeta em uma estrada, num sábado quente qualquer e joga conversa fora, sobre o mundo, sobre coisas banais ou teorias geniais que se tem da vida.

Uma das maiores ironias da vida é quando você se arruma todo e saí esperando encontrar o amor, a paixão, aquela pulsação toda e volta pra casa sem nada, vazio. Entretanto, quando se está bagunçado, de chinelos trocados e roupa amassada, ele resolve surgir, te deixando sem ter pra onde correr. Você tenta arrumar o cabelo, limpa o rosto com um lenço qualquer e fica esperando algo acontecer, desde um sorriso, um olhar tímido ou a ousadia de quem está lá para ganhar ou perder.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Ensaio de separação




Ele. Ela. Uma mesa. Três cadeiras. Ela já estava lá há cerca de cinco minutos. Ele chegou molhado, cansado e só fez jogar sua bolsa de couro desbotado na cadeira que estava sobrando. Silêncio. Um suspiro prolongado. Nem dela e nem dele. Um suspiro do garçom. Não houve um diálogo. Ele apenas apontou para o cardápio o que queria, ela idem e pouco tempo depois o garçom veio com uma água, para ele e mais um café, para ela. Não houve uma troca de palavras. Ficaram se olhando por longos e intermináveis minutos. Eles sabiam o que tinha acontecido e o garçom, bom, esperto do jeito que é, captou tudo e ficou apenas observando, como alguém que espera o clímax de um filme. Ele chorou. Ela, não. Ele tirou um papel  amassado e molhado do bolso e entregou a ela. Ela pegou, leu, sorriu e chorou. O garçom ficou confuso, aflito. Ninguém disse nada. Ela levantou. Ele, não. Ela foi embora. Ele, não.  Ele acenou pro garçom, que apenas entregou a conta, pegou o dinheiro e foi embora. Ele permaneceu sentado. Incrédulo. Ele. Uma mesa e três cadeiras. Uma preenchida com a sua bolsa cheia de rascunhos sobre ela e a outra, apenas como lembrança de que um dia ela realmente existiu.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Desapontar-te





Existe a ansiedade de não querer desapontar ninguém, e aí você se esforça, fica pelo avesso, corre, pula, se esconde ou escancara de vez, como forma de ser aprovado ou devidamente apreciado.
Quando finalmente senta em um cantinho, abaixa a cabeça e pensa um pouco, percebe que a uma das ironias da vida é que somos pessoas e não lápis e que ao contrário desse desapontar tão temido, você não pode simplesmente se transformar em um apontador e se moldar ou apontar o outro de forma perfeita, pronto para fazer um rabisco impactante ou uma poesia hermética. Ao contrário, você enxerga que uma das maiores belezas da vida está naquele bilhete feito em um guardanapo amassado, sujo e cheio da nossa essência que temos medo de externalizar e correr o risco de ser desaprovado. Por essas e outras, prefiro usar caneta pra tudo.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Ser ou não ser?









É importante ser do jeito que se é. Forçar uma pseudoperfeição, além de dar trabalho e ser chato, mata a essência, o que realmente é bom, o que chega a ser ironicamente engraçado. 
Entendi que as pessoas mais felizes não tem as melhores coisas e nem precisam delas. Normalmente, as pessoas mais felizes são tão imperfeitas que isso faz com que elas sejam lindas. 
O ser verdadeiro é tão impuro e tão inocente, que ao tentar molda-lo para se encaixar nessa utopia que chamamos de mundo, acaba esgotando as melhores oportunidades de sentir o que é realmente ser: sem vergonha, sem medo de cair, sem receio de andar com chinelos trocados, sem se preocupar em sentar em uma calçada ou sarjeta e passar horas conversando sobre todos os assuntos possíveis.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Permita-se






Todo esse tempo. Todos esses dias. Voltei a recolher minhas coisinhas. Voltei a misturar palavras. Voltei a me embriagar com meus sentimentos, pensamentos, desejos. A vida ta aqui. Pra que perder tanto tempo com o que não vale a pena? Já perdi muito e o tempo continuou passando. Não tenho mais tempo pra dar. Hoje, não mais! 
Todos temos dias contados e aprendi que não vou passar e viver meus dias em vão. Pra mim, no alto das minhas loucuras e do meu silencio, o que ta valendo são os sorrisos, os abraços, os brindes, os amigos. Faço amigos porque preciso compartilhar gargalhadas, piadas, toda essa energia que grita, que quer sair. Enquanto eu puder sorrir e por um sorriso no rosto de alguém, meu tempo, minha vida e tudo isso não estará sendo em vão!
A vida é esse show contínuo onde é preciso ter coragem pra se expor. Quem não se expõe, se lamenta. Sonhar é preciso. Sem sonhar, não da!


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Chuva, café e poesia.


Chove lá fora. A música toca baixinho e o silêncio dentro de mim parece querer cutucar algumas feridas. Não gosto de ser tão provocada assim. Tenho vontade de jogar a minha consciência fora e ser livre de forma banal.O café está quase pronto, deixei um livro de poesias sobre a mesa. Estou preparando o meu terreno sagrado de serenidade. Gosto de ficar só nesses momentos.
Gosto dessa imagem cinzenta que tem o dia chuvoso. Gosto porque os pensamentos ficam mais livres, mais lentos e podemos sentir saudades sem chorar.Podemos ser nós mesmos, tomar um banho de chuva e ser um pouco feliz.
O café está pronto,finalmente. Vou colocá-lo em uma xícara qualquer, para que ele não se sinta muito importante e não perca a humildade. Perder a humildade é quase suicídio. A verdade é que sou dependente de café. Esse é o meu vício e droga assumida. Acredito que não vou ser internada por isso.
A varanda me espera, a música vai acabando, a chuva está diminuindo. Pegarei o livro de poesias com palavras e sentimentos tão sinceramente colocados e sairei um pouco desse mundo que não me pertence e a qual não pertenço. Vai entender. Se sou um quase nada, um quase espaço, um quase segundo, talvez não pertença a nenhum lugar e muito menos a um mundo. Sou um quase tudo.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Carência



A gente se anestesia de falsa alegria. De alguma esperança.
Procuramos no outro um pouco de compaixão. De carinho.
Até parece que às vezes somos órfãos de tudo. De mãe.
Sonhamos. Acordamos. Choramos e queremos sempre mais.
Escrevo de forma aleatória e ignorante.
Espero encontrar a cura da minha carência um dia.
Enquanto isso vem o tédio. A preguiça. A saudade.
Saudade é um pouco amarga e cinza. Saudade nos vira pelo avesso.
Saudade é como um dia de chuva e um pouco de café. Tem lá a sua beleza.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Sobre viver.

A vida acontece. A gente acontece, como se tudo isso fosse um acidente perfeito.  Você se depara com tantas situações e nem percebe o quanto é importante nessa montanha russa que é viver. Às vezes nem se da conta do que está fazendo no mundo,  até que alguém chega e fala que você é importante,  que você foi essencial para essa pessoa e agradece por você existir e fazer parte da sua vida. Então,  seu ego se envaidece, mas você fica tão surpreso, que não consegue nem sorrir direito. Passa alguns segundos completamente distraído e percebe que viver pode ser isso: atingir ao menos uma pessoa, provocar ao menos um sorriso.  A gente corre, quer tantas coisas, quer o mundo, como uma tentativa desesperada de não viver em vão,  de não ser esquecido.  Na verdade, se você for lembrado por uma só pessoa, viver já vai ter valido a pena.