segunda-feira, 27 de abril de 2015

Segunda-feira


Seria como um dia qualquer, mas era o meu dia. O dia que escolhi que sair de cama seria a melhor ideia. O dia que entendi que ficar parado é bom, mas que caminhar em direção a qualquer coisa é preciso.
Era uma manhã chuvosa e nem sabia mais como era a sensação de acordar assim. Assim, sem esse cansaço na pele, sem a cabeça reclamando mais uma segunda-feira, sem a vontade de virar de lado e esperar que as horas passassem logo, pra que qualquer coisa acontecesse e desse sentido a esse momento
Não! Por ser meu dia, não esperei muita coisa. Levantei com essas roupas aleatórias, olhei para fora e vi que a chuva havia parado. Não entendi, ainda, qual a sensação que experimentei, mas era boa. Sentei, olhei para os lados, mais dormindo do que acordada, mas havia entendido. Tudo isso não era nada além de paz de espírito, estado de graça. Quando não se tem com tanta freqüência, qualquer coisa é o suficiente pra deixar embriagado, não é?
Permaneci calada, imóvel, em transe. Parece que uma boa noite de sono realmente faz uma grande diferença.