quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013



Vem aquela vontade de colocar tudo dentro de uma bolsa e sair por aí procurando alguma coisa que me faça explodir de curiosidade. O desconhecido sempre me atraiu. O tédio invade as minhas tardes e noites que passo acordada. Já não produzo como antes e passei a ter férias a partir do momento que não escrevi mais aqui. Acontece que a cabeça nunca está boa para escrever. Acontece que as palavras ficam presas em uma espécie de pote de maionese que limpei para guardá-las. Não sei mais nem quem sou. Só sei que continuo com os mesmos e intensos sentimentos de antes, moro no mesmo apartamento com uma bela vista para uma parede e pretendo ter algum animal de estimação para me acompanhar nos dias de solidão.
Sentei para ler alguma coisa e me peguei com essa necessidade enorme de vomitar palavras. O meu corpo não reage da mesma forma e o vômito não vem. Dentro de mim existem muitas pessoas, mas acho que elas estão com medo de falar.
Saudade é como dia nublado, frio e com ameaça de chuva. Mas saudade também é tempestade que destrói lares e vidas. Começo a entender que tudo realmente tem dois lados e que devo levar em consideração os dois antes de tomar uma decisão.
Começo a sentir um cansaço que está querendo me matar. Não vou sair hoje. Não quero ver pessoas.
Vou fechar a janela, ligar o ar, colocar algum filme e acompanhar a triste caminhada das horas até amanhã.
Tchau

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013


Estranho o dia lá fora, tão vivo e ainda perdido.
As pessoas estão em câmera lenta, quase parando.
A respiração ofegante, por vezes fraca e inútil
Parar de respirar e não viver mais. Esperar o coração parar de bater e morrer, enfim.
O sol anda castigando meus pensamentos.
Olhares vagos, agressivos, tristes.
Hoje tudo está ao contrário. Eu estou pelo avesso. Você está pelo avesso. Somos a contradição do mundo.
Apatia, se vier, será lucro. Indiferença, se não machucar, é piedade. Tenham pena de mim hoje. Ando precisando de carinho.
Um pouco de proteção, talvez. Para consolar a minha criança, a minha fraqueza que teimo em não admitir.
Minhas lágrimas são ácidas, por isso evito tanto chorar.
Mas ainda assim há tanto amor. Logo eu, que não sei amar. Amo ao contrário, a ponto de quase doer.
Logo eu, que de repente, fico pendurada pelos fios da esperança. Não sei amar pela metade. Pra mim é tudo ou nada.
Ando precisando ser mais eloquente, como os loucos. Eles que são felizes. São realizados nas suas loucuras e em mundos paralelos.
Preciso perder a mania de pensar muito. Encontrar quem seja inconsequênte o suficiente para me acompanhar. Você me acompanha? Lançaremos os dados e o que vier com certeza é lucro. Mesmo com a aparência séria e sentimentos tristes, sou feliz. Até mais  que muita gente. É que às vezes acho que realmente sei com ser. Com as minhas migalhas, meus poucos amigos. Sou alegre com a minha definição de amor. Sim, eu sei amar.