quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Inerências de fragmentos da existência de um ser e a construção do amor.




Parar o tempo. A sensação de congelar a ação e todo o processo de movimentação ao redor. Parar e transitar entre os espaços vagos. Parar e poder observar olhares vagos. Os olhos ficam mais pesados, quase fechados, o corpo parece flutuar, levitar. As coisas acontecem como uma espécie de cena em câmera lenta. Ocorre um mergulho intenso até o interior genuíno, onde nada é tão essencial que a sua própria verdade, seja ela qual for. A verdade sobre uma dor, um amor, qualquer coisa.Você entra com as falas, o roteiro, o desenrolar de qualquer coisa. De si mesmo. E por costumar nos fazer esquecer razões que regem a dinâmica da vida é perigoso mas fundamental.Tanto o amor por si, quanto o amor pelo o outro. Ama-se o outro. O outro é o objeto perfeito de idealização, projeção. Tudo que queríamos em nós e projetamos no ser que pensamos amar.
Eis o ponto. A dor e o sofrimento de perder alguém, seja da forma mais extrema ou nao, é tão natural e tão comum a todos, mas a forma que nos deixamos levar por isso é subjetiva.Então, quando esse ser chega, um mundo explode de cores e energia. Quando esse ser vai, as cores se escondem e a energia parece apagar.
Nós, como seres no mundo e de tantas coisas, temos como conduzir até uma dor de quebra de laços, mesmo que nos exija muito.
Nós, como seres pensamente e sentidores de tudo, sofremos, perdemos o rumo certo quando percebemos que as emoções são como montanhas russas constantes. Entretanto, ao abrir o coração, a mente e todas as formas de recepção para o mais profundo, entende. Entende que amor de verdade também acaba ou se transforma. Entende que por mais que carregue um sentimento de amor por uma pessoa pra sempre, você vem em primeiro lugar e que isso não pode e nem vai te parar. Entende que boa parte de como nos sentimo tem mais relação ao significado e simbologia que damos às coisas do que como elas são, de fato. Finalmente, começa a entender que a felicidade, o amor ou todas as Fídias que almejamos estão bem distribuídas em nós mesmos e na nossa relação com o "eu", para depois chegar até o outro, e que quando isso é visto, as coisas mudam, você muda, a percepção fica tão intensa que você, enfim, sente e vivência o ser-no-mundo que é e sempre haverá de ser.

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