quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Chuva, café e poesia.




Chuva lá fora, música tocando baixinho, o silêncio dentro de mim cutucando algumas feridas. Não gosto de ser tão provocada assim. Tenho vontade de jogar a minha consciência fora e ser livre de forma banal. O café está quase pronto, deixei um livro de poesias sobre a mesa. Estou preparando o meu terreno sagrado de serenidade. Gosto de ficar só nesses momentos.Gosto dessa imagem cinzenda que tem o dia chuvoso. Gosto porque os pensamentos ficam  mais livres,mais lentos e podemos sentir saudades sem chorar.Podemos ser nós mesmos, tomar um banho de chuva e ser um pouco feliz. Falando nisso, tomei banho de chuva hoje. Limpei a alma, o coração e boa parte do corpo. Só eu sei o quanto foi gratificante sentir toda essa água no meu rosto, tirando a maquiagem, tirando as impurezas. O café está pronto finalmente. Vou colocá-lo em uma xícara qualquer, para que ele não se sinta muito importante e não perca a humildade. Perder a humildade é quase suicídio. A verdade é que sou dependente de café. Tái a minha droga assumida. Acredito que não vou ser internada por isso. A varanda me espera, a música vai acabando, a chuva não está tão grossa como antes. Pegarei o livro de poesias com palavras e sentimentos tão sinceramente colocados e vou sair um pouco desse mundo que não me pertence. Até mais, pessoas estranhas.

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