quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Tenho medo de fazer terapia e perder a inspiração. Não quero perder a minha insanidade. Me assusta ser uma pessoa convencional, que se preocupa com futebol e queima os neurônios com programas de tevê sensacionalistas e fúteis. Gosto dessa coisa paradoxal que é ler, escrever, sorrir e chorar baixinho. Gosto, mais ainda, de todos os devaneios que rodam a minha cabeça por horas e mais horas, expulsando o meu sono e tirando a minha paciência. Vou agarrar alguns travesseiros e viajar na minha mente. Vou fechar os olhos e sentir outros corpos. Rápido, tragam-me medicamentos e me encaminhem a um psiquiatra. Melhor, ignorem... Nada mais fácil que ignorar um louco poeta.

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