segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Múltiplas personalidades(crise existencial) e uma dose de loucura.






Não sei mais quem sou. Procuro, procuro. Procuro e não encontro quem, de fato, habita em mim. Sou tantas pessoas. Tantas coisas. Sou gente, até.
Nunca soube me definir e agora entendo o por quê. Como me definir se há tantos dentro de mim?
Segunda sou calma e serena. Terça sou explosiva e irritante. Quarta choro e peço colo. Quinta sou tudo isso e um pouco mais. Sou homens, mulheres, crianças e animais. Sou um bicho não definido. Acho que passarei o resto da vida tentando descobrir. A minha sorte é que pago consulta individual e acabo levando uma diversidade de pessoas à minha psicologa. Quando recebi alta, sabia que ia ser difícil, mas achei que não precisaria voltar. Não tão cedo, ao menos. Me enganei. Meus eus precisam de controle. Os quens dentro de mim precisam entrar em harmonia.
Ando cansada e emagreci mesmo comento normalmente. Sei que tudo isso é  por conta do meu desastre mental. Ando instável de novo. Ora quero largar tudo e ir embora, ora não quero sair de casa. Não sei mais da minha sanidade. Sempre gostei da minha estranheza, mas estou com medo de enlouquecer de vez. Sinto que fracassei, mas recaídas são aceitáveis às vezes, não é?
Sou como criança que se perdeu da mãe. Falando nisso, já perdi a minha. Sou um projeto de adulto angustiado, mas não aceito muito bem. No fundo, sou completamente feliz. Talvez remédios dessem um pequeno jeito. Mais uma vez, sei e não sei o que fazer. Peço e clamo por socorro.
Controle. Controle. CONTROLE. Tudo uma questão de controle e força de vontade. Mas não é só isso. Tem a mistura inebriante e volúvel de culpa, raiva, carência, saudade, tristeza, ansiedade e desespero. É um coquetel quase mortal. Hoje sinto-me uma pocilga. Sou a verdadeira caixa de pandora.

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