quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Contar ou não?

Ainda não tive coragem de falar sobre isso. Talvez eu tenha medo de sentir tudo de novo. Acontece que ta sendo difícil ignorar essa montanha-russa de sentimentos dentro de mim. Às vezes balança tanto e faz tanto barulho, que fico enjoada.
Ainda não falei de você para ninguém. Talvez deva ser apenas uma coisa minha, mesmo. O problema é que tenho vontade de contar para o mundo, mas nem posso. O que trago no coração é para poucos. Se eu deixar que qualquer um entre, daqui a pouco estará lotado . Não contei, também, porque eu sei que as pessoas vão ficar dando palpites e falando coisas que não quero ouvir. Eu só quero poder fechar os olhos e viajar nesse paradoxo de vontade.
Quero poder pensar na casa arrumada, nos domingos acompanhados de muitos filmes, chocolate e pipoca. Poder pensar nas conversas jogadas fora e em todas as besteiras que irei falar. Gosto de pensar nas brigas e naquela vontade absurda de mandar o outro calar a boca e ir embora, mas com muitas lágrimas e voz trêmula, correr, abraçar apertadinho e pedir para ficar.
Poderíamos pensar na preguiça gostosa que é viver olhando para o céu, ficar o dia de pijama e colocar um bom cd para ouvir. Nada melhor do que boa companhia, café e chuva.
Não sei, tenho receio de querer demais de todos, sabe? Tudo deveria ser muito simples. Branco é branco, preto é preto, eu sou eu, você é você e nós somos tudo. Acontece que sempre damos um jeito de complicar. É quase engraçado quando um ai soa como uma frase de ofensa. 
Gosto de quando está frio, encostar os pés gelados em outros pés gelados e ficar esfregando a procura de um pouco de calor. Gosto de poder escrever frases soltas e depois montar um texto, como se fosse um quebra-cabeça. Gosto de você.
Esse negócio de contar ou não contar já está sendo um problema. Ninguém pode querer desmentir aquela expressão de paixão e jeito abestalhado. Vou dizer o que? Mais fácil falar, mas nem posso, porque eu nem mesmo sei se você existe. Para mim, existe. É a tal da pessoa ideal.
Vamos logo juntar nossas coisinhas, deitar e assistir a um filme romântico-dramático-cômico, que é a vida que vivemos. Mas não vamos ficar nervosos, ta bom? Trouxe duas xícaras de café, música ultrapassada e um pedaço de bolo de cenoura, para salvar. 

2 comentários:

  1. Cara, você escreve muito bem. x)
    Acho tão incrível essas particularidades de cada um! Mesmo que eu saiba e também sinta várias coisas que você descreveu que sente, eu não conseguiria por em palavras tão bem quanto você pôs! Lindinha *-*

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